Um imóvel de grande porte localizado na Rua Barão de Itambí, 50, em Botafogo, Rio de Janeiro — RJ, CEP 22231-000, tornou-se o centro de uma disputa judicial que envolve desapropriação, interesse público e dois projetos distintos para o endereço.
De um lado, a Prefeitura do Rio pretende destinar o espaço à instalação de um centro de pesquisas em inteligência artificial, projeto associado à Fundação Getulio Vargas. Do outro, o Grupo Sendas contesta a medida e afirma que já havia negociações avançadas e contrato firmado para a implantação de uma unidade do Supermercado Mundial no local.
Em decisão tomada no dia 25 de agosto de 2026, a 5ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a suspensão do edital de leilão do imóvel. O entendimento foi unânime, por três votos a zero, acompanhando a posição da desembargadora relatora Rose Marie Pimentel Martins, que já havia suspendido o procedimento em decisão anterior.
O que está em discussão
A disputa começou após a Prefeitura do Rio decretar a desapropriação do imóvel no fim de 2025. Posteriormente, o decreto foi revisto e uma nova versão classificou a área como de interesse público.
Segundo as informações divulgadas, a administração municipal pretende utilizar o endereço para a implantação de um centro de pesquisas em inteligência artificial. O projeto vinha sendo desenvolvido pela Fundação Getulio Vargas.
O Grupo Sendas, por sua vez, questiona a desapropriação e sustenta que o imóvel não se encontrava abandonado ou subutilizado. A empresa informa que há uma academia em funcionamento no prédio e que o pavimento térreo passa por reformas para receber uma unidade do Supermercado Mundial, com contrato de locação já firmado.
O grupo também argumenta que a desapropriação não atenderia aos requisitos legais necessários e que a destinação do imóvel beneficiaria uma instituição privada. A Prefeitura, por outro lado, defende o interesse público do projeto planejado para o local.
O leilão continua suspenso
A decisão do Tribunal de Justiça mantém interrompido o procedimento de leilão, mas não representa o encerramento definitivo da disputa sobre o imóvel.
Na prática, a liminar preserva a situação atual enquanto o Judiciário analisa as questões relacionadas ao decreto de desapropriação, à finalidade pública apresentada e aos direitos do proprietário.
De acordo com o Grupo Sendas, a decisão representa um avanço na defesa da propriedade até que a legalidade do decreto seja examinada de forma definitiva. A empresa afirma ainda que permanece aberta ao diálogo com o poder público.
Dois possíveis destinos para um endereço estratégico
O caso desperta atenção porque envolve não apenas uma disputa jurídica, mas também o futuro de um imóvel relevante em uma região consolidada de Botafogo.
A eventual instalação de um centro de pesquisas em inteligência artificial poderia criar um novo polo de conhecimento, inovação e circulação profissional no bairro. Já a abertura de um supermercado atenderia a uma demanda cotidiana de moradores e trabalhadores da região, reforçando a oferta de comércio e serviços no entorno.
São propostas com impactos urbanos diferentes. Por isso, acompanhar o processo exige observar não apenas o resultado judicial, mas também aspectos como a destinação efetiva do imóvel, a relação com a vizinhança, a mobilidade, o fluxo de pessoas e veículos e os benefícios concretos que cada projeto poderá trazer para o bairro. Casos como esse reforçam por que vale acompanhar de perto as oportunidades Cyrela em Botafogo e na Zona Sul — mudanças na vizinhança costumam preceder movimentos de valorização.
O que se sabe até agora
- O imóvel está localizado na Rua Barão de Itambí, 50, Botafogo, Rio de Janeiro — RJ, CEP 22231-000
- A Prefeitura do Rio decretou sua desapropriação e declarou a área de interesse público
- O município pretende destinar o local a um centro de pesquisas em inteligência artificial
- O projeto é associado à Fundação Getulio Vargas
- O Grupo Sendas contesta a desapropriação
- Segundo a empresa, existe contrato para instalação de uma unidade do Supermercado Mundial
- Uma academia permanece em funcionamento no imóvel
- O edital de leilão está suspenso por decisão judicial
- A manutenção da suspensão foi decidida por unanimidade pela 5ª Câmara de Direito Público do TJ-RJ
- A disputa ainda não teve uma solução definitiva
O futuro do imóvel ainda está em aberto
Enquanto não houver uma decisão definitiva ou um acordo entre as partes, não é possível afirmar qual projeto será efetivamente implantado no endereço.
O caso mostra como imóveis de grande porte, localizados em áreas consolidadas do Rio de Janeiro, podem assumir um papel importante na transformação urbana de um bairro. Mais do que a mudança de ocupação de um único prédio, decisões dessa natureza podem influenciar serviços, mobilidade, dinâmica comercial e valorização do entorno.
Continuarei acompanhando os desdobramentos do processo e as informações sobre o futuro do imóvel, sempre diferenciando as decisões já confirmadas das possibilidades que ainda estão em discussão. Se você está avaliando uma compra na região, vale também entender o que torna um imóvel uma boa escolha no longo prazo, independentemente do desfecho desse caso específico.
A suspensão do leilão é uma decisão provisória e não define, por si só, a solução final da disputa sobre a desapropriação ou a futura destinação do imóvel. Fontes: Tempo Real RJ (25/08/2026) e g1 Rio de Janeiro (26/08/2026).